
Cerca de 300 manifestantes fizeram passeata por Belo Horizonte na tarde deste sábado. O era grupo formado pelo Movimento dos Atingidos pela Copa, Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Brigadas Populares, Associação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Belo Horizonte (AMES-BH), além de outras entidades.

As pessoas saíram da Praça da Assembleia, desceram até a Praça Raul Soares, seguiram pelas avenida Augusto de Lima e João Pinheiro, até chegar na Praça da Liberdade. Os participantes queimaram um cartaz de uma das marcas patrocinadoras da Copa e uma réplica da taça. Depois, voltaram descendo pelo mesmo trajeto, até chegar na esquina da Augusto de Lima com Rua Santa Catarina, onde dispersaram. Eles foram embora em ônibus fretados. Segundo a PM, a passeata foi acompanhada de perto pelo Batalhão de Eventos e Cavalaria da corporação. O movimento foi pacífico e não prejudicou o trânsito.
Em frente ao Mercado Central da cidade, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra a Fifa: “Não vai ter Copa”. Eles passaram também em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, onde pessoas que se inscreveram como voluntárias para trabalhar no campeonato recebiam treinamento.
A passeata encerrou o Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos - promovido pela Ancop. Além do protesto, o encerramento contou com a aprovação de uma carta que reúne denúncias e reivindicações, entre as quais o fim dos despejos e remoções, o combate ao tráfico de mulheres e à exploração sexual de crianças e adolescentes, a anistia de militantes processados durante os atos que ocorreram no ano passado, o fim da violência policial, a democratização dos meios de comunicação, a tarifa gratuita para o transporte público e o reconhecimento dele como um direito social. A carta convoca a população a se manifestar durante os jogos do campeonato.

(Com informações da Agência Brasil)
